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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

MAIS MÉDICOS E OS ESCRAVOS CUBANOS. Ministério do trabalho finge não perceber a aberração que é importar pessoas sem qualquer direito trabalhista. Médicos cubanos ficam no Brasil subordinados às autoridade cubanas!!!



Reproduzo abaixo um texto integral de Reinaldo Azevedo sobre a omissão de autoridades brasileiras no que se refere à importação de médicos escravos cubanos. Fiz diversas abordagens sobre o Mais Médicos no blog no ano passado. 

A importação de tais médicos, nas circunstâncias em que se dá o negócio é uma das maiores aberrações jurídicas e uma vergonha para o Brasil, um país que parece combater tão duramente o trabalho escravo, pelo que se lê na imprensa.

Estamos cansados de ler que fiscais do Ministério do Trabalho ameaçam fechar empresas e multá-las astronomicamente se faltam uma pia melhor, melhores beliches, luvas de borracha, coisas ligadas ao cotidiano dos trabalhadores. 

A legislação sobre trabalho escravo no Brasil é uma das mais rigorosas do mundo, e uma das mais estranhas, pois a lei é cheia de detalhes reguladores, um emaranhado de exigências draconianas que cria um verdadeiro inferno para os que contratam pessoas para trabalhar. 

Pois bem, é esse mesmo país que dificulta tanto aos empregadores privados de operar (o Brasil é um dos países que mais perseguem as empresas e a propriedade privada) que fez um contrato absolutamente maluco, absurdo, surreal com Cuba para a importação de médicos que não tem qualquer direito no nosso País.

Os cubanos importados pelo governo, a começar pela misteriosa forma de pagamento, não tem direito a qualquer benefício trabalhista contidonas leis brasileiras. Trabalham no Brasil sob supervisão cubana!
E isso tudo ocorre sob o olhar compassivo do nosso Ministério do Trabalho, do Ministério da Justiça, do Ministério da Saúde, da Advocacia Geral da União e da Procuradoria-Geral da República. Do ministério dos Direitos Humanos já nem digo mais nada, dada a preferência da ministra Maria do Rosário por estar sempre olhando o mundo com olhar esguelho. Está sempre defendendo que ela elege como oprimidos, mas não abriu o bico para falar sobre a aberração que é importar pessoas como animais ou peças de reposição, que ficam aqui sem o direito de trazer a família e outras barbaridades.

Gutenberg J.  


06/02/2014 às 15:46
Médicos cubanos – Cadê o Ministério Público do Trabalho? Por que o silêncio? Ajudo os doutores a pensar caso estejam com dificuldade

Cadê o Ministério Público do Trabalho no caso dos médicos cubanos? Segundo consta, os doutores que compõem o órgão ainda estão avaliando as relações de trabalho dos médicos cubanos com o governo brasileiro. Como é??? Ainda estão avaliando? Qual é a dúvida?

Eu ajudo, então, os preclaros a pensar. E se os usineiros decidirem, digamos, importar mão de obra de qualquer país estrangeiro nessas condições? E se, sei lá, o setor de construção civil — que tem alguma dificuldade com a especialização da mão de obra de nível médio — fizesse o mesmo? Sim, eu sei, do ponto de vista burocrático, dificilmente conseguiriam. Eu não estou debatendo burocracia, mas moralidade.

Pergunto aos senhores do Ministério Público do Trabalho: quanto tempo vocês demorariam para considerar que usineiros e empreiteiros estariam promovendo trabalho análogo à escravidão? Afinal, vocês jamais aceitariam que:

a: o contrato de trabalho fosse celebrado com uma associação intermediária, não com os trabalhadores;

b: que o trabalhador recebesse menos de 25% do seu real salário;

c: que os verdadeiros chefes desses trabalhadores fossem agentes de um governo estrangeiro;

d: que eles estivessem impedidos de se desvincular do emprego sob pena de retorno imediato a seu país de origem;

e: que fossem impedidos de participar de sindicatos e associações de classe.

Ora, meus caros! Por que o governo pode promover aquilo que jamais seria permitido ao setor privado? É um absurdo que esse negócio ainda esteja em curso.

Por que esse manto de silêncio? Acho que o nome disso é ideologia, não é? 

Alimenta-se uma ditadura asquerosa com o rendimento da carne humana, também no suposto benefício dos pobres brasileiros. Com a devida vênia, o conjunto da obra é nojento!


Por Reinaldo Azevedo

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